Como usar os próximos meses para se preparar em SST para o eSocial?

Como as empresas podem utilizar os próximos meses para se preparar para a prestação das questões de SST ao eSocial? Entenda na explicação detalhada do nosso diretor, engenheiro Rogério Luiz Balbinot. 

Terá, obrigatoriamente, de ser um período de revisão e, se necessário, correções. Isso tanto em práticas, quanto em equipamentos, ambientes e funções, passando, ainda, pelos processos de coleta, conferência e inserção de dados de SST nos sistemas e em seu envio ao eSocial.

 

A preparação terá de incluir um pente fino sobre as práticas de SST das empresas, a fim de verificar se todas estão em conformidade com as exigências das legislações Trabalhista e Previdenciária do país, e um monitoramento muito apurado sobre como as informações relativas a isso estão sendo captadas e trabalhadas antes de seguir para o eSocial.

 

Isso significa aumentar a atenção sobre quem coleta as informações no ambiente de produção, quem as transfere para planilhas e sistemas, quem as computa, quem as envia ao eSocial. Ao longo de toda esta cadeia, os dados precisam estar corretíssimos, pois qualquer erro poderá resultar em penalização pelo fisco.

 

Assim, os seis meses que antecedem a entrada em vigor do eSocial terão de ser de lapidação destes processos, bem como de atenção à tecnologia. As empresas precisarão verificar se seus sistemas de gestão estão adequados ao monitoramento de SST e investir em soluções que aumentem a precisão no controle, manuseio e envio destas informações às instâncias competentes.

 

É importante entender que um bom software de gestão de SST deve começar prezando pela Segurança. A gestão iniciada ao atendimento das necessidades da área médica, sem considerar a gestão de segurança, como é comum em muitas empresas, pode ser um ponto falho.

Costumo comparar a construção de um software de SST iniciando pela medicina e partindo para engenharia à compra de um edifício definida pela beleza, sem avaliar sua infraestrutura. Se as bases forem falhas, tudo vai ruir cedo ou tarde.

Uma solução de SST para fins de gestão e eSocial precisa ter sua programação iniciando pela engenharia e depois medicina, conforme ocorre na prática do dia a dia, onde deve-se: antecipar, reconhecer, avaliar e controlar.

Iniciando pela Segurança em primeiro lugar, na incapacidade de mitigar o risco, as empresas partirão da mensuração dos agentes potencialmente prejudiciais, identificação e quantificação destes, e quando possível trocar um produto nocivo por um inerte, de forma a não precisar sequer acionar a Medicina.

Feita esta etapa e com estas informações em mãos, o médico poderá iniciar o monitoramento biológico e definir os exames necessários para cada profissional, bem como a periodicidade com que devem ser feitos, e a saúde das equipes estará melhor preservada.

Além disso, quando bem avaliado o risco e existir a possibilidade de mitigar ou mesmo trocar o por outro inerte, a empresa deixará o ambiente salubre, e consequentemente, diminuirá os custos, sejam estes com EPC, EPIs, pagamento de adicionais de insalubridade e/ou periculosidade, ou mesmo aposentadoria especial.