Como deve se portar o profissional de SST dentro das empresas?

A Segurança deve sempre vir antes da Saúde no Trabalho, já que, cuidados com a proteção e medidas adequadas para a realização das funções podem evitar problemas e doenças. E tudo  isso passa, em primeira instância, pelo olhar do profissional de Segurança das empresas. Sendo assim, como ele deve se portar?

O diretor da RSData, engenheiro Rogério Balbinot, explica. Confira.

 

ROGÉRIO BALBINOT – Voltamos à questão da cultura. O profissional de Segurança do Trabalho da empresa tem a obrigação nata de prezar por um ambiente de atuação seguro, no qual existam condições, equipamentos e métodos corretos para que cada trabalhador desempenhe suas funções longe de riscos que possam prejudicar sua Saúde.

 

Cabe a ele também fomentar, junto a engenheiros, médicos, gestores e aos próprios trabalhadores, que a utilização de tais rigores de Segurança se torne uma cultura na empresa. Não se trata apenas de ter EPI, de ter regras de SST, de cumprir com as normas Trabalhistas e Previdenciárias relativas a esta área: se trata, sim, de desenvolver um ambiente e uma estratégia voltados a efetivamente viver a Segurança.

 

Por isso falamos sempre em Segurança antes de Saúde do Trabalho: porque se a Segurança for priorizada, a Saúde será preservada, correrá menos riscos.

 

Assim, a análise dos ambientes e funções, a verificação de fatores de risco que podem ser evitados ou substituídos (agentes nocivos que podem ser trocados por agentes neutros, por exemplo) são tarefas que devem fazer parte da rotina de profissionais de todos os cargos relativos a SST em uma organização.

 

Este é o conjunto ideal para não somente atender às exigências da lei, do eSocial, e garantir conformidade para a empresa, mas principalmente para assegurar um ambiente de trabalho seguro, sadio e, por consequência, produtivo e competitivo, para as equipes.